Fred Di Giacomo: escritor multimídia

Postado em 06/09/2016

Caipira punk de Penápolis, cidade do sertão paulista; o escritor e artista multimídia Fred Di Giacomo já foi chamado de “polymath” (algo como “renascentista”) pela Vice americana e elogiado por fazer ” um free-jazz que junta o repertório de vasta leitura com a velocidade fragmentada da sua geração, rápido nos diálogos como um devasso de pornô-chat” pelo jornalista Xico Sá (que assina a orelha do seu primeiro livro). Fred usa plataformas como livros, games, vídeos, poemas, músicas e infográficos para contar histórias, comunicar-se com os leitores e produzir arte.

O penapolense é autor de 6 livros, entre eles os elogiados  “Canções para ninar adultos” (Ed. Patuá, 2012) e “Haicais Animais” (Ed. Panda Books, 2013) ; criador do Glück Project — uma investigação sobre a felicidade;  co-criador e roteirista de diversos games e infográficos de sucesso internacional como Science Kombat, Filosofighters e República Imigrante do Brasil  – além de letrista e baixista da banda “Bedibê”. Seus textos já foram traduzidos para o inglês e o alemão. Em 2016, Fred foi coordenador pedagógico da Énois – uma escola de jornalismo para jovens de periferia e, em 2017, ajudou a desenvolver o programa televisivo “Conversa com Bial”, como roteirista.

Ele tem, também, uma carreira como jornalista digital com mais de 12 anos de experiência criando conteúdo para marcas como Superinteressante, Rede Globo, UOL Tab, Mundo Estranho, Elemidia, Editora Globo, Google e Guia do Estudante. Por seus trabalhos como redator-chefe digital, já ganhou prêmios internacionais e nacionais, como o SPD e o Prêmio Abril de Jornalismo, além de ter seu trabalho repercutido em sites internacionais como o Nieman Lab, de Harvard, The Verge, PC Gamer, El País e Mashable.

Escreve para sobreviver.

Trailer do game Filosofighters:

Biografia completa:

Filho de professores de ensino médio que dedicaram suas vidas à escola pública, Fred Di Giacomo é escritor e jornalista multimídia, nascido em Penápolis, no noroeste de São Paulo e criado no bairro de periferia conhecido como Vila São João.

O escritor começou sua carreira editando o fanzine Afrociberdeli@, aos 13 anos de idade, inspirado por bandas como Chico Science & Nação Zumbi, Planet Hemp e Racionais Mc’s. Foi lá que publicou seus primeiros poemas adolescentes inspirado por Leminski, Manuel Bandeira e Augusto dos Anjos. Descobriu o punk rock pouco depois e passou a ajudar a criar a cena underground de sua pequena cidade, organizando festivais com bandas de toda região, tocando baixo em grupos como Praga de Mãe, editando fanzines e apresentando o único programa de rádio alternativo da cidade. Nessa época, tocou em todos buracos possíveis rodando as várias vilas da periferia da cidade: na rua, em escolas públicas e particulares, em centro culturais anarcopunks, em festivais e na casa de amigos. Também leu nomes como Dashiell Hammet, Nélson Rodrigues, Poe  e Drummond.

Fred falando sobre o livro “Canções para ninar adultos”

Aprovado em primeiro lugar no curso de jornalismo da Unesp, mudou para Bauru onde produziu o média “Guido deve morrer”, tocou numa banda de punk brega e descobriu Bukowski, Nietzsche, Rubem Fonseca e os beats. Migrou para São Paulo para trabalhar como jornalista nos sites das revistas Mundo Estranho e Bizz. Foi, também, editor de diversos sites como Superinteressante e Guia do Estudante, onde ganhou prêmios internacionais por seus trabalhos com infográficos e newsgames (jogos jornalísticos).

Em 2013, pediu demissão do seu emprego e criou, junto com a jornalista Karin Hueck, o Glück Project — uma investigação sobre a felicidade que questiona a forma como vivemos em uma sociedade consumista e infeliz. Por seu trabalho no Glück, deu entrevistas  para revistas, sites e diversos programas de rádio e televisão.

Sempre escreveu ficção, contos e poesias publicados em zines, sites independentes e, agora, livros. Acredita que livros salvam vidas e vive de escrever. É autor de “Canções para ninar adultos” (lançado, em 2012, pela Editora Patuá uma das mais ativas editoras independentes do país, o livro de contos teve a orelha assinada por Xico Sá) e os infantis “Haicais Animais” (Panda Books, 2013) e “Felicidade tem cor” (Matrix, 2016). Alguns de seus textos (que já foram publicados em sites como Fórum, Geledés, Papo de Homem, Enraizados, HuffPostBrasil, Superinteressante, Elástica, entre outros.) viralizaram pela internet (“O rock nacional nos fez ter vergonha da nossa cultura, dos nossos cabelos e dos nossos sotaques“, “Vale a pena largar tudo em busca da felicidade?” e “A História do Ódio no Brasil“) e foram traduzidos para o inglês e o alemão.

Em 2016, o site Creators Project, da Vice Americana, fez um grande e elogioso perfil com os trabalhos multimídias do autor (entre eles dois games que se tornaram sucesso internacional: Science Kombat e Filosofighters) e o chamou de sábio e  polymath por ter trabalhos de destaques em diversas áreas diferentes. Seu game, Science Kombat, se tornou um viral internacional com destaque em sites da Ásia, Europa, América do Sul e América do Norte. No mesmo ano se tornou coordenador da Énois – uma escola de jornalismo para jovens de periferia e consultor na Elemidia. No começo de 2017, participou da equipe que criou o programa “Conversa com Bial” para a rede Globo.

Nas horas vagas, Fred é baixista e letrista da banda “Bedibê“, que acaba de lançar o disco “Envelhecer“.

Clipe da música “Esquina”

 

Contatos:
Email: freddigiacomo@gmail.com
Medium: medium.com/@freddigiacomo
Twitter: https://twitter.com/freddigiacomo
Facebook: https://www.facebook.com/freddigiacomo
Portfólio: http://www.freddigiacomo.com.br/categoria/portifolio/